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Resumo em 10 segundos

🧠 Para milhões, a vergonha e o medo de julgamento viram barreiras ao cuidado. Especialista da Opas aponta caminhos para enfrentar esse “veneno silencioso”.

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🧠 Na saúde mental, o preconceito pode ser tão nocivo quanto os próprios sintomas. Para o psiquiatra brasileiro Renato Oliveira e Souza, da Opas, o estigma transforma sofrimento em culpa e faz muita gente adiar ou evitar o cuidado. 🧵

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Em entrevista à ONU News, o especialista descreve o estigma como um “veneno silencioso”: ele gera vergonha e medo de procurar atendimento, dificulta conversar sobre o que se sente e pode agravar o sofrimento psicológico.

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A barreira, portanto, não é apenas a existência de tratamento. Muitas vezes, ela começa antes: no receio de ser rotulado, perder oportunidades, sofrer discriminação ou não ser levado a sério por familiares, colegas e serviços de saúde.

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Oliveira e Souza defende que a resposta precisa ser coletiva. Informação correta, acolhimento e serviços preparados ajudam a substituir julgamentos por escuta — e tornam o acesso ao cuidado mais possível para quem precisa.

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A Opas oferece capacitações gratuitas pelo Campus Virtual de Saúde Pública para profissionais enfrentarem ativamente o estigma. Qualificar quem atende é parte central de um cuidado que respeite direitos, autonomia e diversidade de experiências.

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Uma estratégia citada pelo especialista é dar visibilidade a pessoas com condições de saúde mental vivendo plenamente: trabalhando, criando arte, estudando, convivendo e participando da comunidade. Representação combate caricaturas.

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A mensagem é direta: saúde mental não deve ser tratada às escondidas. Quanto mais seguro for falar e buscar ajuda, menor será o peso imposto pelo isolamento. Cuidar dos sintomas importa; remover o estigma também.

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