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Resumo em 10 segundos

🧠 Empresas dizem estar mais atentas ao bem-estar, enquanto 72% dos trabalhadores relatam tensão aguda. O abismo entre discurso e rotina precisa entrar na conta.

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🧠 A preocupação das grandes empresas com saúde mental chegou a 8,02 pontos em 2026 — o 2º maior nível da série do Instituto Philos Org. Mas 72% dos brasileiros trabalham em “modo de sobrevivência”. O que esse contraste revela? 🧵

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O índice caiu levemente ante 2025 (8,19), mas continua bem acima de 2023 (5,40) e 2024 (5,06). Há avanço na atenção declarada ao tema. A questão é se isso se traduz em menos sobrecarga, assédio e jornadas insustentáveis.

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Importante: o anuário se baseia sobretudo em relatos integrados produzidos pelas próprias empresas. Eles são úteis para medir transparência, mas não substituem escuta independente de trabalhadores, sindicatos e dados de adoecimento.

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O setor financeiro lidera a pontuação, com 10,8. Banco do Brasil (13,78), Bradesco (13,22) e Itaú (12,57) aparecem no topo. No ranking geral, Renner lidera com 14,35. Ranking é sinal de gestão — não certificado automático de ambiente saudável.

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A conta já é concreta: afastamentos por transtornos mentais custaram cerca de R$ 1 bilhão ao INSS no início de 2026. Quando a prevenção falha, o custo não fica só com a empresa: recai sobre trabalhadores, famílias e sistema público.

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Benefício pontual, palestra motivacional e app de meditação podem ajudar, mas não tratam a raiz do problema se metas irreais, precarização, discriminação e medo de demissão seguem intactos. Saúde mental também é organização do trabalho.

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A pergunta decisiva não é quem pontua melhor no relatório, e sim: quem reduziu afastamentos, ampliou autonomia, criou canais seguros contra assédio e garantiu cuidado acessível? Bem-estar não pode ser só métrica de reputação. Precisa ser direito vivido.

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