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Resumo em 10 segundos

🩺 Uma organização social de saúde citada em investigações reaparece no centro de suspeitas. O caso levanta alertas sobre fiscalização, transparência e o controle de recursos públicos.

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🩺 Uma operação contra o ex-vereador Milton Leite e outros investigados por supostos elos com o PCC no transporte chegou também à saúde: o Iase, antiga Aceni, aparece conectado a alvos da apuração. 🧵

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O ponto central não é afirmar culpa antes da Justiça: é entender por que uma organização social de saúde citada em suspeitas recorrentes continua exigindo tanta atenção de polícia, MP e Tribunal de Contas.

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Segundo a Polícia Civil, José Daniel Satilite — apontado na investigação como integrante do PCC — foi conselheiro da então Aceni em 2017. A polícia também afirma que ele atuava como possível “laranja” em negócios de transporte e saúde.

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Outro nome é Paulo Korek, que se apresentou após quase três dias foragido. Irmão e sogro dele integraram o conselho da entidade. A defesa diz que não há imputação nem elementos que liguem Korek diretamente aos fatos.

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Áudios interceptados em 2020 são parte do elo investigado: Satilite menciona a abertura de uma ONG e afirma que Korek já teria feito isso. Em outra gravação, diz que seu nome foi usado na composição do conselho de uma OS.

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O Iase não respondeu aos contatos da Folha nesta apuração. Antes, a entidade negou irregularidades e classificou acusações como suposições de terceiros. Satilite teve prisão decretada, não foi localizado e é considerado foragido.

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Organizações sociais podem ampliar a gestão de serviços, mas contratos de saúde envolvem verbas públicas e atendimento essencial. Conselhos, vínculos, repasses e metas precisam ser plenamente rastreáveis — não só quando uma operação acontece.

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Quando a governança falha, quem paga a conta é o paciente que depende do SUS: menos confiança, risco de desvio de prioridade e serviços fragilizados. Transparência preventiva não é burocracia; é proteção concreta ao direito à saúde.

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