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A revisão da PNAB promete chegar até o fim do ano, mas especialistas alertam: a atenção básica já opera sob sobrecarga e vínculos precários. 🩺

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Atenção básica do SUS está sob sobrecarga, menos equipes e trabalho precarizado — e a PNAB deve ser revisada até o fim do ano. 🩺🧵 Mas a pergunta é: dá para consertar o cuidado só reescrevendo uma política?

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A UBS não deveria ser apenas o lugar da receita ou do encaminhamento. Ela é a porta de entrada do SUS: onde a pessoa deveria ser ouvida, acompanhada e cuidada antes que um problema vire urgência. Isso ainda está acontecendo?

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Segundo Antônio Augusto Dall’Agnol Modesto, da USP, a atenção básica se apoia em integralidade, acompanhamento ao longo da vida, acesso e coordenação do cuidado. Como garantir esses pilares quando faltam equipes?

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O alerta da professora Laura Feuerwerker, da USP, é direto: há empobrecimento do trabalho e do cuidado, fragmentação das tarefas e enorme pressão sobre trabalhadores. Quem perde quando quem cuida não tem condições de cuidar?

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Menos profissionais significa menos tempo para escutar, prevenir e conhecer a realidade de cada família. E se a qualidade cai na UBS, não é previsível que pronto-socorros e hospitais recebam uma demanda ainda maior depois?

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A terceirização também entrou no centro do debate. Quando empresas intermediam a contratação de médicos e outros profissionais, como construir vínculo duradouro com pacientes e comunidades? Cuidado contínuo combina com rotatividade?

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Revisar a PNAB é necessário. Mas a revisão precisará encarar a questão decisiva: haverá equipes completas, vínculos dignos e estrutura para que a UBS cumpra seu papel? Sem isso, o direito à saúde começa a falhar justamente na porta de entrada.

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