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Resumo em 10 segundos

🎮 Um museu itinerante, consoles históricos e uma pergunta que segue atual: por que games ainda recebem menos reconhecimento cultural no Brasil? 🧵

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🎮 “Videogame também é arte”, defende Cleidson Lima, criador do Museu do Videogame Itinerante. A pergunta continua incômoda: se um game reúne roteiro, música, design, atuação e tecnologia, por que ainda há quem o trate como passatempo menor? 🧵

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A polêmica veio após Marta Suplicy dizer, na apresentação do Vale-Cultura, que jogos digitais não seriam cultura. Mas qual é a régua? Cinema é arte por ter direção, edição e narrativa. Games têm tudo isso — e ainda colocam o público dentro da obra.

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Lima foi direto na Campus Party 2015: há produções de games mais caras que muitos filmes de Hollywood. Só orçamento define valor artístico? Claro que não. Mas ele expõe o tamanho de uma indústria que ainda luta por reconhecimento cultural no país.

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O contraste também aparece no bolso: segundo o pesquisador, videogames só perdiam para cigarros em carga tributária no Brasil. Faz sentido tributar uma forma de expressão, educação e lazer quase como produto nocivo? Quem fica de fora quando consoles e jogos encarecem?

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Criado em 2011, o Museu do Videogame Itinerante preserva uma história que muita gente chama, injustamente, de “recente demais” para museu. A Magnavox Odyssey, primeira plataforma de games, surgiu em 1972. Quantas memórias já cabem em mais de 50 anos?

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Em 2014, o projeto reuniu mais de 200 consoles e recebeu 162 mil visitantes em apenas 15 dias, com apoio de PlayStation, Ubisoft e Intel. Esse público não prova que preservar games é preservar cultura, tecnologia e gerações inteiras?

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De Campo Grande para São Paulo, Rio, Porto Alegre e Fortaleza, o museu leva a história dos games para perto das pessoas. Talvez a pergunta nunca devesse ser se videogame é arte. A pergunta é: por que demoramos tanto para reconhecer quem joga, cria e preserva essa arte?

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