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🌍 Kigali receberá líderes globais para discutir seguros acessíveis, clima e desigualdade. Mas quem define as regras dessa proteção? 🧵

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Ruanda vai reunir cerca de 1.000 especialistas de mais de 50 países para discutir seguro inclusivo em outubro de 2026. 🌍 Mas a pergunta central é: seguro pode realmente proteger populações vulneráveis — ou só cria mais um produto financeiro? 🧵

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A International Conference on Inclusive Insurance acontece de 19 a 23 de outubro, no Kigali Convention Center. Estar na África Oriental não é detalhe: é uma região onde eventos climáticos, renda instável e acesso limitado à saúde tornam a proteção financeira urgente.

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Serão mais de 90 palestrantes em 25+ sessões sobre clima, desastres, saúde, soluções digitais, microfinanças e seguros sensíveis a gênero. Mas “digital” significa acesso para todos? Ou aplicativos que excluem quem não tem internet, documento ou letramento financeiro?

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O debate sobre risco climático merece atenção: quando secas, enchentes e ciclones destroem renda e moradia, quem absorve o prejuízo? Famílias já endividadas? Governos com pouca margem fiscal? Ou grandes resseguradoras que precificam o risco à distância?

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A programação também aborda cooperativas de crédito, as SACCOs, e educação do consumidor. Isso é crucial: vender apólice sem explicar cobertura, exclusões e como acionar o pagamento não é inclusão — é transferir complexidade para quem tem menos poder de escolha.

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O evento é organizado por instituições ruandesas com apoio da Munich Re Foundation e da Microinsurance Network, com tradução inglês-francês. A questão que Kigali colocará ao mundo é direta: proteção contra crises deve ser privilégio de quem pode pagar ou parte de uma economia mais justa?

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