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Resumo em 10 segundos

Seis pacientes 50+ em Guiratinga (MT) aguardam anfotericina B lipossomal, que pode custar até R$ 20 mil. 🦟💉 Uma história real sobre tempo, logística e saúde pública.

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Em Guiratinga (MT), 6 pacientes acima de 50 anos aguardam uma injeção que pode custar até R$ 20 mil para tratar leishmaniose. O vilão? Um mosquito quase invisível. 🦟💉🧵

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A cidade carrega memória recente: em 2023, foram 85 casos. Só neste ano, já são 40 registros. Agora, 6 pessoas esperam o envio de anfotericina B lipossomal — o remédio de referência no SUS para formas graves, especialmente em idosos e quem tem comorbidades.

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Leishmaniose não é “doença do mato” apenas. Nas áreas urbanas, o mosquito-palha encontra abrigo em quintais e terrenos. A versão visceral pode ser fatal se não tratada: febre prolongada, perda de peso, baço e fígado aumentados. Proteção e diagnóstico cedo mudam o desfecho.

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Como o remédio chega? O Ministério da Saúde envia ao polo de Rondonópolis. De lá, a Secretaria de Guiratinga busca e leva ao paciente. Parece simples, mas cada etapa pode atrasar dias — e, na leishmaniose, dias importam. O custo por paciente varia com o peso: R$ 16–20 mil.

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“Isso não depende da gente”, explicou a secretária de Saúde, Luciana Ferreira. “Não conseguimos comprar: vem do Ministério. Se fosse por nós, já estaria resolvido.” Enquanto a burocracia anda, a clínica não espera: febre, anemia e risco crescem.

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E a cidade? Mobiliza vigilância e prevenção: limpeza de quintais, manejo de lixo e entulho, telas, repelente no crepúsculo, cuidado com cães, testagem e busca ativa. Acesso gratuito a remédio caro via SUS é vitória coletiva — mas precisa chegar na hora certa.

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Se a picada é quase invisível, a espera não é. São 6 histórias, 6 famílias. Que essa pausa vire lição: fortalecer logística, vigilância e atenção básica para que ninguém dependa da sorte de um caminhão. Leishmaniose tem tratamento — quando o tempo joga a favor.

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