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📊 Juros de 13,75% tornam a renda fixa atraente, mas dados mostram como o investidor brasileiro segue exposto demais ao real e à economia local.

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Selic a 13,75% mantém a renda fixa brasileira competitiva. Mas isso basta para deixar todo o patrimônio no país? 📊🧵 Dados da FGV, Anbima e CVM mostram por que diversificar no exterior continua no radar.

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Em 16 de setembro, o Copom cortou a Selic de 14% para 13,75% ao ano. Ainda é um nível elevado, que favorece títulos pós-fixados e outros produtos de renda fixa — mas não elimina riscos ligados ao real e à economia doméstica.

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Para William Eid Junior, da FGV, a queda dos juros tende a ampliar a vantagem relativa de investir fora. A lógica não é “apostar contra o Brasil”: é evitar que todo o patrimônio dependa dos mesmos fatores econômicos e cambiais.

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O comportamento do investidor acompanha a taxa de juros. Em 2020 e 2021, com Selic baixa, fundos brasileiros com investimentos no exterior captaram R$ 31,6 bilhões líquidos. De 2022 a maio de 2026, com juros acima de 10%, houve saques líquidos de R$ 33,3 bilhões.

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A relação é forte: a correlação entre Selic e captação desses fundos foi de -0,68. Em termos simples: quando a renda fixa local paga mais, cai o interesse por exposição internacional — mesmo que os riscos de concentração permaneçam.

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O viés doméstico é grande. Só 6,3% do patrimônio declarado no Imposto de Renda está no exterior. Ao incluir imóveis, aplicações e fundos, a participação cai para 2,2%. O Brasil aparece entre os países com maior concentração de investimentos no próprio mercado.

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Retorno é o principal motivo para investir para 37% dos brasileiros, segundo Anbima/Datafolha; segurança vem em seguida, com 26%. Diversificação externa não substitui a renda fixa nem serve para qualquer perfil: exige custos claros, prazo e avaliação de risco.

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Juros altos podem ser uma boa oportunidade tática, mas concentração é uma decisão estrutural. A pergunta não é se a Selic ainda compensa — e sim quanto do patrimônio deve continuar dependente de um único país, moeda e ciclo econômico.

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