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Resumo em 10 segundos

Em Feijó (AC), o MPF recomendou que pacientes indígenas nunca tenham atendimento negado por falta de documentos. 🩺🌿

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Indígenas do povo Madijá teriam ficado sem atendimento em uma UBS de Feijó (AC) por não terem CPF. 🩺 O MPF recomendou que nenhuma pessoa indígena tenha cuidado negado, adiado ou condicionado a documentos. 🧵

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O caso ocorreu em 26 de outubro, na UBS Francisca Xavier. Segundo o MPF, o atendimento já havia sido articulado com autoridades municipais no âmbito do Projeto Txai — mas pacientes sem CPF não foram atendidos.

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A questão central é simples: cadastro eletrônico não pode virar barreira clínica. Quando CPF ou Cartão Nacional de Saúde não estiverem disponíveis, a orientação é registrar o atendimento em prontuário físico.

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A Secretaria Municipal de Saúde confirmou a recusa ao MPF e disse já ter orientado a unidade. A apuração precisa esclarecer se a falha foi individual, de fluxo ou de gestão — porque o resultado, para quem espera cuidado, é o mesmo.

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O MPF aponta que, conforme os fatos apurados, a recusa pode abrir discussão sobre discriminação étnica, omissão de socorro ou outras responsabilidades. Importante: a recomendação não diz que crimes já foram comprovados.

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Também há dimensão ética: o Código de Ética Médica veda discriminação e exige prontuário para cada paciente. O CRM-AC receberá cópia do documento. Protocolos existem justamente para impedir que burocracia substitua assistência.

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Saúde pública só é universal quando funciona para quem enfrenta maiores distâncias, barreiras linguísticas e ausência de documentos formais. Em uma UBS, a prioridade deve ser a necessidade de saúde — não a tela de cadastro.

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