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🎓 Restrições a exames internacionais transformaram uma prova em viagem, câmbio e risco. Para muitos iranianos, estudar fora ficou ainda mais desigual. 🧵

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🎓 Estudantes iranianos estão viajando para outros países só para fazer TOEFL e GRE — depois que os exames deixaram de ser aplicados no Irã. O que deveria medir proficiência virou uma barreira de renda, fronteira e sanções. 🧵

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A mudança ocorreu após o Tesouro dos EUA suspender, em 24 de agosto, uma autorização para certos serviços educacionais ligados ao Irã. Na prática, provas foram canceladas e candidatos ficaram perto de perder prazos de universidades.

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A saída tem sido cruzar a fronteira: Armênia e Turquia viraram destinos de “tours de prova”. Intermediários organizam vaga, pagamento em moeda estrangeira, transporte e hospedagem — às vezes numa viagem de apenas 24 ou 48 horas.

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O custo mostra o tamanho da desigualdade: uma viagem compartilhada por terra pode custar cerca de 300 milhões de riais. Opções mais caras chegam a 1,5 bilhão. O salário mínimo mensal com adicionais gira em torno de 218 milhões de riais.

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Ou seja: para uma pessoa no piso salarial, um único exame pode exigir mais de um mês de renda — ou vários meses. A seleção acadêmica deixa de depender só de nota e preparo; passa a depender de acesso a dólar, passaporte e redes de contato.

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Internet instável, restrições de pagamento e desvalorização do rial agravaram o cenário. Grupos no Telegram passaram a orientar candidatos, mas também surgiram ofertas para simular conexão fora do país — risco de nota anulada ou conta bloqueada.

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Há uma contradição difícil de ignorar: sanções desenhadas para pressionar governos frequentemente atingem trajetórias individuais. Quando o acesso à educação internacional vira privilégio logístico, quem perde primeiro são estudantes sem recursos — e o diálogo global perde junto.

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