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Resumo em 10 segundos

A proposta de jornada de 40 horas e dois dias de descanso ganhou relator no Senado. Mas a corrida contra o calendário e a resistência política já começou. 🧵

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A PEC que pode acabar com a escala 6x1 finalmente andou no Senado 👀🧵 Omar Aziz (PSD-AM) foi escolhido relator da proposta que prevê jornada máxima de 40 horas, dois dias de descanso por semana e salário mantido.

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Não é só uma troca de nome na comissão: sem relator, a PEC 221/19 estava praticamente parada desde que chegou ao Senado, em 28 de maio. Agora, ela entra de vez no radar do esforço concentrado entre 31 de agosto e 4 de setembro.

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Na prática, o texto altera a Constituição para limitar a jornada semanal e garantir dois dias de repouso remunerado. A mudança seria progressiva, o que tenta dar tempo para empresas e setores se adaptarem sem jogar o custo nas costas de quem trabalha.

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A proposta veio da Câmara, onde foi aprovada em maio, e é de autoria original do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). Davi Alcolumbre encaminhou o texto à CCJ após conversas com Lula — e agora a comissão precisa analisar constitucionalidade e mérito.

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O plano é ambicioso: apresentar o relatório, abrir prazo para pedidos de vista e votar na CCJ na mesma semana. Se passar, ainda depende de decisão da Presidência do Senado para chegar ao plenário. Ou seja: avançou, mas não está resolvido.

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E tem outro tabuleiro rolando: Rogério Carvalho (PT-SE) foi nomeado relator da PEC 18/25, sobre segurança pública. O Senado tenta acelerar duas pautas grandes ao mesmo tempo, numa janela curta antes de o calendário eleitoral esvaziar o Congresso.

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Reduzir a 6x1 mexe com a vida real: mais tempo para descanso, família, estudo e saúde. Mas PEC exige amplo acordo político e enfrenta resistência. Setembro dirá se o Congresso transforma esse debate em direito — ou deixa a proposta esperando de novo.

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