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A guerra virou um problema eleitoral nos EUA — e o Senado pode forçar republicanos a se posicionarem. ⛽🗳️

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O Senado dos EUA pode votar nesta quinta uma resolução para Trump encerrar a guerra contra o Irã — ou pedir autorização do Congresso para seguir. A pauta chega bem antes das eleições de novembro. 🇺🇸🧵

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Na prática, a medida pressiona cada senador a deixar sua posição registrada: apoia manter os ataques ou defende que o Congresso controle uma decisão tão pesada quanto prolongar uma guerra?

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O clima não é confortável para a Casa Branca. Só 34% aprovam os ataques contra o Irã, segundo pesquisa Reuters/Ipsos citada na reportagem. E o conflito também ajudou a elevar o preço dos combustíveis.

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Isso pesa no bolso e nas urnas. Com maiorias apertadas no Congresso, republicanos em disputas difíceis começam a se afastar da guerra — inclusive candidatos que antes defendiam a autoridade de Trump para atacar Teerã.

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Desde o início dos bombardeios, em 28 de fevereiro, o Senado já votou 13 vezes sobre poderes de guerra ligados ao Irã. A Câmara fez seis votações. Mas a maioria dessas iniciativas teve efeito mais político que prático.

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Só uma resolução passou pelas duas Casas, e a Casa Branca ignorou o resultado. É um lembrete meio incômodo: sem mecanismos reais de fiscalização, o Congresso pode até falar alto — mas ter dificuldade para limitar o Executivo.

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A discussão vai além da disputa eleitoral: guerras têm custo humano, impacto econômico e consequências globais. Exigir autorização legislativa não resolve tudo, mas reforça uma ideia básica: decisões de guerra não deveriam ficar concentradas em uma pessoa só.

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