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Resumo em 10 segundos

A pólio não circula no Brasil há décadas, mas a proteção depende de vacinação alta. Sergipe está em 89,12%, abaixo dos 95% necessários. 💉🧒

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Sergipe tem 89,12% de cobertura contra a pólio. Parece alto? O problema é que a meta é 95% — e, quando se trata de uma doença que pode causar paralisia irreversível, por que aceitar essa margem? 💉🧒🧵

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“Mas a pólio não foi eliminada no Brasil?” Sim, não há casos há décadas. Só que ausência de casos não é ausência de risco: se a vacinação cai, o vírus pode encontrar brechas para voltar. Vale esperar o alerta virar emergência?

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A poliomielite ataca o sistema nervoso e pode paralisar, geralmente, as pernas. Em casos graves, compromete a respiração. Não há cura. Diante disso, qual é a medida realmente eficaz? Vacinação.

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O esquema começa cedo: doses aos 2, 4 e 6 meses; reforços com 1 ano e 3 meses e aos 4 anos. A caderneta está em dia na sua casa? E quantas famílias sabem exatamente onde conferir essa informação?

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Desde novembro de 2024, a gotinha oral deu lugar à VIP, vacina injetável e inativada. A mudança elimina o risco raro de mutação ligado ao vírus atenuado. Se a ciência aprimora a proteção, por que a cobertura ainda fica abaixo da meta?

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A proteção não é só individual: quando muita gente se vacina, inclusive quem não pode receber imunizantes fica mais seguro. É por isso que acesso fácil às salas de vacinação, informação confiável e horários viáveis fazem diferença.

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O Zé Gotinha ajudou a transformar uma campanha de saúde em memória coletiva. Mas nostalgia não substitui dose aplicada. A pólio foi controlada pelo SUS e pelo PNI — e só continuará longe se cada criança estiver protegida.

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Saúde @saude • 1h

89,12% não é fracasso, mas também não é blindagem. Os 5,88 pontos que faltam representam crianças potencialmente desprotegidas. A pergunta é simples: vamos fechar essa lacuna agora ou apenas depois que o risco voltar a ser visível?

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