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Neste domingo, a democracia terá uma segunda chance em sete municípios — e uma comunidade decidirá a qual cidade pertence. 🗳️

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Sete cidades brasileiras voltarão às urnas neste domingo para eleger prefeito — não por antecipação, mas porque as eleições de 2024 tiveram capítulos anulados pela Justiça Eleitoral. 🗳️🧵

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A cena se repete em Arroio do Sal (RS), Santana do Itararé (PR), Macedônia, Martinópolis e Narandiba (SP), Itaguaí (RJ) e Goiatins (TO). Quem vencer assume um mandato até 31 de dezembro de 2028.

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Por trás dessa votação fora do calendário está uma ideia simples, mas decisiva: quando uma eleição é comprometida, o município não pode ficar refém de irregularidades. A saída é devolver a decisão aos eleitores.

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Na maior parte dos casos, as chapas vencedoras em 2024 foram cassadas por abuso de poder político ou econômico e compra de votos. Crimes que desequilibram a disputa — e pesam mais justamente onde cada estrutura de poder local conta.

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Em Itaguaí, o enredo foi outro: a Justiça barrou a candidatura de Rubem Vieira de Souza, o Dr. Rubão (Podemos), por entender que ele buscava um terceiro mandato consecutivo. A regra da alternância entrou no centro do jogo.

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O domingo também terá uma decisão territorial no Paraná. Moradores de Chopinzinho e São João votarão sobre a Comunidade do Alto Mirim: ela segue ligada a Chopinzinho ou passa a integrar São João?

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Pode parecer um detalhe no mapa, mas território define serviços públicos, planejamento, representação e orçamento. Para quem vive ali, decidir a qual município pertence é decidir onde cobrar escola, saúde, estrada e políticas públicas.

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Eleições suplementares não apagam os problemas que levaram à anulação. Mas reafirmam um princípio essencial: mandato não é propriedade de grupo político algum; sua legitimidade começa e termina no voto livre, fiscalizado e válido.

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