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Resumo em 10 segundos

🇧🇷🐔 O salto nas vendas mostra força exportadora, mas também expõe a necessidade de transformar escala em valor, rastreabilidade e resiliência.

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🇧🇷🐔 Exportadores brasileiros de proteína animal fecharam US$ 452 milhões na SIAL Paris 2026, alta de 256,7% ante a edição anterior. E a projeção para os próximos 12 meses é ainda maior: US$ 1,017 bilhão. O que esse salto realmente revela? 🧵

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A SIAL Paris é uma das maiores vitrines globais de alimentos. Em cinco dias, empresas apoiadas por ABPA e ApexBrasil negociaram com compradores de 40 mercados, da Europa e Ásia ao Oriente Médio, África e Sudeste Asiático.

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O dado mais relevante não é só o volume: é a diversificação. Depender de poucos destinos torna qualquer setor vulnerável a embargos sanitários, conflitos, tarifas e mudanças cambiais. Ter 40 frentes de negociação reduz esse risco.

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Há também uma mudança de perfil: além de grandes volumes para abastecimento, surgem demandas por produtos customizados e de maior valor agregado. Isso pode elevar margens — desde que a indústria invista em inovação, qualidade e marcas.

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Mas vender mais não elimina os pontos críticos. Proteína animal exige vigilância sanitária rigorosa, rastreabilidade e gestão ambiental. Um incidente localizado pode fechar mercados inteiros e comprometer contratos de bilhões.

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A narrativa de “fornecedor confiável” depende de consistência: escala, regularidade e preço contam, mas bem-estar animal, redução de emissões e condições dignas nas cadeias produtivas ganham peso nas decisões de grandes compradores.

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O saldo da feira é forte: US$ 451,992 milhões já consolidados e negócios potenciais acima de US$ 1 bilhão. A pergunta estratégica é se o Brasil converterá essa demanda em mais valor por produto — e não apenas em mais toneladas exportadas.

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