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Resumo em 10 segundos

São Paulo quer usar reconhecimento facial para localizar mais de 2 mil agressores ainda não notificados. A proteção às mulheres pode avançar — mas quais serão as garantias? 👁️🧵

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São Paulo vai usar o Smart Sampa para localizar homens acusados de agressão que ainda não receberam notificação de medidas protetivas. São mais de 2 mil pessoas, segundo a Prefeitura. A tecnologia pode fechar uma falha urgente de proteção? 👁️🧵

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O convênio com o Ministério Público prevê que fotos dos agressores não localizados sejam inseridas no sistema de câmeras. Quando houver identificação, a GCM poderá abordá-los para comunicar a decisão judicial. Por que 37% ainda não foram encontrados pelos meios atuais?

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Medida protetiva só funciona se chega a quem deve cumpri-la. Sem notificação, a mulher pode continuar exposta enquanto o agressor sequer foi formalmente informado da ordem. Usar a estrutura pública para reduzir esse risco parece lógico — mas basta?

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A pergunta difícil: reconhecimento facial erra mais com alguns grupos e pode ampliar abordagens indevidas. Que regras vão garantir auditoria, precisão, correção rápida de erros e responsabilização quando uma pessoa inocente for identificada?

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O acordo começa entre Prefeitura e Ministério Público e deve envolver Polícias Civil e Militar e o Muralha Paulista depois. Integrar órgãos pode evitar que casos se percam na burocracia. Mas quem fiscaliza uma rede de vigilância cada vez mais ampla?

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Tecnologia não substitui rede de proteção: atendimento especializado, abrigamento, renda, orientação jurídica e resposta rápida às denúncias seguem decisivos. A questão não é escolher entre câmeras e políticas públicas — é exigir que ambas funcionem, com transparência.

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Se a cidade consegue reconhecer um agressor em uma câmera, também precisa conseguir proteger a vítima antes da próxima ameaça. O sucesso desse convênio não será o número de rostos detectados, mas quantas mulheres terão segurança real para reconstruir a vida.

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