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Resumo em 10 segundos

🧊 Um grupo minúsculo de geleiras está perdendo gelo em ritmo desproporcional — e os lagos podem ser parte decisiva desse enigma.

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Apenas 3,2% das geleiras do mundo respondem por mais da metade da perda de gelo glacial. 🧊 Como uma fração tão pequena virou o epicentro do degelo planetário? 🧵

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O estudo, publicado na Nature Communications, analisou 216.502 geleiras entre 2000 e 2019 — sem contar Groenlândia e Antártida. As que terminam em lagos, oceanos ou plataformas de gelo perderam cerca de 134 bilhões de toneladas por ano. O que torna essas bordas tão vulneráveis?

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Elas são poucas em número, mas não em tamanho: juntas, ocupam mais da metade da área glacial mundial. Será que olhar só para a quantidade de geleiras esconde onde está, de fato, a maior parte do risco?

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As geleiras que desembocam em lagos chamaram ainda mais atenção: mesmo descontando clima, altitude e tamanho, perderam cerca de 57% mais gelo, proporcionalmente, do que as que terminam em terra. Por que os lagos acelerariam tanto essa perda?

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A velocidade também muda o jogo: geleiras que chegam a lagos fluem, em média, 10% mais rápido. As que chegam ao oceano, 44% mais rápido. Quando o gelo ganha velocidade, estamos vendo uma reação em cadeia difícil de frear?

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Uma hipótese é o contato com a água: blocos enormes se desprendem na frente da geleira e formam icebergs — processo chamado de desprendimento. Mas os pesquisadores admitem: ainda não sabem se a causa principal é o lago, o formato da geleira ou ambos.

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O dado mais inquietante não é apenas quanto gelo já se perdeu, mas o que ainda desconhecemos sobre as geleiras mais sensíveis. Se 3% concentram mais da metade do degelo, monitorá-las deveria ser prioridade científica antes que o sinal vire irreversível.

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