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🔬 Da curiosidade infantil à docência no ITA: a trajetória de Sônia Guimarães une ciência, ensino e superação de barreiras raciais.

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Sônia Guimarães se tornou a primeira mulher negra doutora em Física do Brasil e hoje é professora do ITA. 🔬 Sua trajetória começou com uma curiosidade intensa ainda na infância, em escolas da Zona Norte de São Paulo. 🧵

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Aos 4 anos, a vontade de aprender levou a família a matriculá-la em uma escola perto de casa, na Vila Gustavo. Aos 6, ganhou duas enciclopédias; depois, um kit de química com reagentes e tubos de vidro. A ciência entrou cedo em sua rotina.

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Na escola, havia disciplina e incentivo familiar. O pai revisava os cadernos diariamente e tratava o estudo como responsabilidade. Sônia relata que aprendeu, desde pequena, a enxergar o conhecimento como algo fascinante — sem deixar de viver brincadeiras de infância.

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Mesmo entre as melhores alunas, enfrentou racismo. No ensino médio, uma professora de Física dizia que ela “nunca aprenderia nada sobre ciências”. A resposta de Sônia veio pela formação acadêmica e pela carreira dedicada à pesquisa e ao ensino.

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Ela foi aprovada em Física na Universidade Federal de São Carlos. A decisão de estudar fora da cidade encontrou resistência dentro de casa, reflexo de limitações impostas às mulheres nos anos 1970. O apoio da mãe foi decisivo para que seu projeto de vida seguisse adiante.

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Sônia concluiu doutorado em Materiais Eletrônicos na Universidade de Manchester, no Reino Unido, e chegou ao Instituto Tecnológico de Aeronáutica. Sua presença no ITA ajuda a tornar mais visível quem historicamente foi excluído dos espaços científicos.

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A história de Sônia Guimarães mostra que talento não basta quando preconceitos tentam definir quem pode fazer ciência. Ampliar o acesso à educação, à permanência universitária e a referências diversas é parte essencial do futuro científico brasileiro.

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