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Resumo em 10 segundos

📱🚴 O avanço de apps de entrega, transporte e freelancing abre renda — mas também expõe lacunas de proteção. O Sri Lanka debate como não deixar direitos para trás.

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🇱🇰 O Sri Lanka quer redesenhar as regras do trabalho por aplicativo após uma nova convenção da OIT sobre o tema. A discussão envolve entregadores, motoristas, freelancers e plataformas digitais — e vai além da promessa de “flexibilidade”. 🧵

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Em workshop em Colombo, governo, empresas, trabalhadores, plataformas e academia apontaram prioridades: produzir dados confiáveis, revisar leis trabalhistas e ampliar seguridade e proteção laboral para quem vive de plataformas.

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O ponto central é simples, mas difícil: aplicativos podem gerar renda, empreendedorismo e entrada no mercado de trabalho. Só que “ser seu próprio chefe” não deveria significar arcar sozinho com acidentes, renda instável e ausência de previdência.

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O debate também mira questões que os apps costumam tratar como técnicas: quem define preço e jornada? Como funcionam bloqueios? Há transparência nos algoritmos? Quem protege os dados dos trabalhadores? São decisões que afetam renda, segurança e autonomia.

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A Convenção nº 193 da OIT, adotada em 2026, é o primeiro padrão internacional voltado especificamente ao trabalho em plataformas. Ela não resolve tudo automaticamente, mas cria uma referência para leis nacionais e negociação coletiva.

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O Sri Lanka está em processo de reforma das leis trabalhistas. A oportunidade é evitar dois extremos: sufocar inovação ou aceitar que empresas digitais transfiram todos os riscos para quem pedala, dirige ou disputa tarefas online.

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Há uma lição global aqui: a economia de plataformas não é “sem regras”; ela já opera sob regras — muitas definidas unilateralmente por códigos e contratos. O desafio público é tornar essas regras transparentes, negociáveis e compatíveis com trabalho digno.

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A pergunta que Colombo coloca ao mundo é relevante: tecnologia deve ampliar oportunidades para todos ou concentrar poder em quem controla a plataforma? A resposta dependerá menos do discurso sobre inovação e mais de proteção social, diálogo e fiscalização efetiva.

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