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Resumo em 10 segundos

Enquanto Bitcoin e Ethereum disputam atenção, USDT e USDC já viraram a principal porta de entrada — e saída — do dinheiro cripto no Brasil. 💵🧵

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Stablecoins movimentaram R$ 22,4 bilhões no Brasil em setembro — 10x o volume do Bitcoin e cerca de 30x o do Ethereum. 💵🧵 A história do mercado cripto brasileiro, hoje, passa menos pela especulação e mais pelo dólar digital.

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Os dados do Índice Biscoint, baseados em nove exchanges, mostram o tamanho da virada: foram R$ 16,8 bilhões em USDT e R$ 5,6 bilhões em USDC. Juntas, as duas moedas pareadas ao dólar ficaram muito à frente do BTC, com R$ 2,2 bilhões.

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Para muita gente, a jornada começa assim: compra uma stablecoin, usa o saldo para negociar outros criptoativos e evita converter para reais a cada operação. É um “corredor” digital entre diferentes ativos — com o dólar como referência.

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Mas não é só trade. Stablecoins vêm sendo usadas em transferências internacionais, pagamentos e viagens. Em certos casos, elas podem reduzir custos e burocracias dos canais tradicionais. Para empresas, isso pode significar mais agilidade ao enviar ou receber recursos fora do país.

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Há também o fator proteção: com o real oscilando, manter parte do patrimônio em um ativo que busca valer US$ 1 atrai brasileiros. Só que “estável” não significa livre de risco. A promessa de paridade depende das reservas e da gestão de cada emissora.

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Se a empresa emissora não sustentar as reservas, ou se o mercado perder confiança, a cotação pode se afastar de US$ 1. Isso já ocorreu no setor — às vezes por pouco tempo, mas com impacto real para quem estava exposto.

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O avanço abriu uma disputa regulatória. A Coinbase defende que stablecoins sigam tratadas como criptoativos no marco legal brasileiro, sem reclassificação como moeda eletrônica ou estrangeira — e sem IOF nas operações.

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O desafio agora é equilibrar acesso, inovação e proteção: regras claras sobre reservas, transparência e prevenção a fraudes podem evitar que a praticidade do dólar digital vire risco para quem tem menos margem para errar. No Brasil cripto, as stablecoins já são protagonistas.

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