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🛰️ A Anatel liberou 15+15 MHz na banda S para a Starlink. É um passo relevante para celular via satélite, mas os detalhes regulatórios importam tanto quanto a promessa.

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🛰️ A Anatel confirmou mais espectro de banda S para a Starlink no Brasil: 15+15 MHz. O sinal é importante para o futuro da conexão direta entre satélite e celular (D2D), mas não significa que o serviço esteja liberado amanhã. 🧵

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A SpaceX queria o dobro: 30+30 MHz. Recebeu metade, porém mais do que a própria Anatel indicava inicialmente. É uma decisão de equilíbrio: abre espaço para testes e expansão sem entregar uma faixa estratégica inteira a uma única empresa.

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Por que a banda S importa? Ela é vista como uma fronteira para comunicações satelitais móveis. Em tese, permite que smartphones compatíveis se conectem a satélites quando não houver torre terrestre — algo decisivo em áreas remotas e emergências.

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Mas há uma ressalva regulatória: a autorização terá prazos diferentes. Uma parcela de 5+5 MHz vence em 2029. Essa divisão cria uma espécie de teste de desempenho: a empresa precisará demonstrar uso eficiente e convivência técnica antes de consolidar a capacidade.

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O acórdão também manda priorizar faixas para satélites de Internet das Coisas, entre 1.990–2.000 MHz e 2.180–2.190 MHz. É relevante para rastrear cargas, monitorar florestas, agricultura e infraestrutura — desde que haja regras claras sobre interferência e dados.

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Há também uma questão de governança. O conselheiro Edson Holanda questionou a decisão em circuito deliberativo, enquanto Alexandre Freire relatou o voto aprovado. Em espectro, transparência não é detalhe: frequências são um recurso público e escasso.

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A decisão só produz efeitos após publicação no Diário Oficial. E o ponto central permanece: D2D pode reduzir apagões de conectividade, mas não substitui políticas para ampliar redes terrestres acessíveis. Satélites conectam o horizonte; inclusão depende de como esse acesso será regulado.

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