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A correia banhada a óleo virou um passivo para a Stellantis na Europa. O pedido de desculpas do CEO abre uma discussão maior sobre durabilidade e confiança. 🔧🧵

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A Stellantis pediu desculpas pelos problemas do 1.2 PureTech, motor da antiga PSA que ficou marcado pela correia banhada a óleo se degradando. 🔧🧵 O ponto central: quando ela esfarela, resíduos podem comprometer a lubrificação e causar danos severos.

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O reconhecimento veio de Antonio Filosa, CEO global da Stellantis, no Salão de Paris. Pedir desculpas é relevante — mas também evidencia o tamanho do desgaste: confiabilidade não é detalhe técnico; é o que define a vida útil e o valor de revenda de um carro.

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A lógica da correia banhada a óleo era reduzir atrito, ruído e consumo. No papel, faz sentido. Na prática, a combinação entre material da correia, óleo correto, intervalos de troca e uso real do veículo mostrou ser muito mais sensível do que o esperado.

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O risco não é apenas uma troca cara de correia. Partículas podem entupir o pescador ou afetar a bomba de óleo. Sem lubrificação adequada, componentes internos sofrem rapidamente. É por isso que um problema aparentemente simples pode terminar em reparo de motor.

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Na Europa, a má fama atingiu Peugeot 208, 2008, 3008 e 5008; Citroën C3, C4 e C5 Aircross; e modelos Opel como Corsa e Mokka. O dano vai além da oficina: carros usados com esse conjunto passam a enfrentar desconfiança do mercado.

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A imprensa europeia aponta uma transição gradual para o Firefly, de origem Fiat, com corrente de comando e possibilidade de hibridização. A Stellantis ainda não confirma oficialmente. Se ocorrer, será uma admissão indireta de que remendar a reputação custa mais que mudar a base mecânica.

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O caso também conversa com o Brasil, onde motores Chevrolet com correia banhada a óleo geraram controvérsia. Tecnologia precisa vir acompanhada de testes duradouros, manutenção transparente e suporte efetivo: eficiência prometida não pode virar uma conta inesperada para quem compra o carro.

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