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A lei queria garantir transferência até o dia 15, mas o STF entendeu que o estado não pode criar essa regra sozinho. 🏥⚖️

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O STF derrubou regras de Santa Catarina que obrigavam o repasse mensal de verbas da saúde ao Fundo Estadual de Saúde até o dia 15. A decisão foi unânime. O que muda na prática? 🏥⚖️🧵

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A lei catarinense determinava que os recursos previstos no orçamento anual para a saúde fossem transferidos em “duodécimos”: 1/12 do total a cada mês. A ideia era criar um calendário fixo para o dinheiro chegar à área.

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Só que, para o STF, as regras de financiamento da saúde têm caráter nacional. Quem define os critérios gerais é a Lei Complementar 141/2012, válida para União, estados, DF e municípios.

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O relator, ministro Cristiano Zanin, explicou que a Constituição reservou à lei complementar federal a tarefa de estabelecer percentuais e formas de rateio dos recursos da saúde. Então um estado não pode mudar esse desenho por conta própria.

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Teve outro ponto: o projeto nasceu na Assembleia Legislativa. Mas a programação financeira e o cronograma de desembolso mensal são atribuições do governador, segundo o STF.

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A norma também previa até bloqueio de verbas se a arrecadação tributária ficasse abaixo do esperado. Na visão da Corte, esse nível de detalhamento interferia na autonomia do Executivo para gerir o orçamento.

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Isso não reduz a importância de previsibilidade no SUS — hospitais, equipes e pacientes dependem dela. Mas o recado do STF é que essa organização precisa respeitar as regras nacionais e as competências de cada Poder.

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No fim, a disputa não é só sobre uma data no calendário: é sobre como garantir dinheiro estável para a saúde sem bagunçar as responsabilidades previstas na Constituição. E previsibilidade, na saúde, faz diferença na ponta.

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