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Resumo em 10 segundos

🎮 Um PL inspirado no Stop Killing Games quer impedir que jogos desapareçam quando servidores desligam. O debate vai muito além da mídia física.

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🎮 O Stop Killing Games Brasil chegou ao Valor Econômico — e ao Congresso. O PL 3.612/2026 quer proteger jogadores quando empresas encerram serviços essenciais de games digitais. Comprar um jogo pode deixar de significar “ter” o jogo? 🧵

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A reportagem de Pablo Miyazawa ouviu Márcio Filho, da ACJOGOS-RJ, e Gilson Schwartz, da USP. O ponto não é nostalgia por discos: é preservar acesso, memória e comunidades que dependem de servidores para um game continuar existindo.

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Inspirado no movimento internacional Stop Killing Games, o projeto de Jandira Feghali prevê obrigações em caso de descontinuidade. Entre elas: aviso prévio de 180 dias antes do encerramento de um serviço essencial ao funcionamento do jogo.

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Isso parece básico, mas expõe a contradição do modelo “games como serviço”: jogadores pagam preço cheio, DLCs e itens digitais, enquanto a empresa pode desligar a infraestrutura e tornar aquela compra inutilizável.

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Para Gilson Schwartz, a mudança do disco ao digital não é só de suporte. A questão é quem controla direitos, dados, preços e a memória cultural dos games. Licença revogável não oferece a mesma segurança de uma cópia preservável.

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O colecionador Bruno Amaral, com 7.800 títulos de mais de 30 plataformas, mostra por que a mídia física ganhou novo valor. Mas depender do colecionismo privado não resolve tudo: jogos online e conteúdos digitais exigem soluções técnicas e regras claras.

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Críticos podem dizer que regras locais afastariam empresas. Mas o Brasil é um dos maiores mercados de games do mundo. Um mercado desse tamanho também tem poder para exigir transparência, planos de preservação e respeito a quem pagou.

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No fim, preservar games não é impedir inovação nem obrigar servidores eternos. É definir o que acontece depois: modos offline, servidores comunitários, ferramentas de preservação ou reembolsos. Se um jogo foi vendido, seu desaparecimento não deveria ser automático.

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