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Resumo em 10 segundos

🌍 Relatório da Conservation International calcula que incentivos a setores produtivos podem gerar danos ambientais com custo equivalente a até um quinto da economia global.

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🌍 Governos gastam entre US$ 2,1 trilhões e US$ 2,7 trilhões por ano em subsídios que acabam impulsionando desmatamento, sobrepesca e poluição, segundo a Conservation International. O custo total dos danos pode chegar a US$ 24,7 trilhões. 🧵

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A lógica original é compreensível: baratear alimentos e energia e proteger empregos. O problema é o desenho de parte dos incentivos para agricultura, pesca e florestas, que pode premiar práticas que pressionam solos, rios, mares e matas.

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Um exemplo é o fertilizante. Nitrogênio e fósforo ajudaram a alimentar bilhões de pessoas, mas o uso excessivo — estimulado por preços artificialmente baixos — pode escorrer para rios e costas, degradando a água e criando zonas com pouco oxigênio.

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Na pecuária, subsídios podem reduzir custos de expansão sem considerar o impacto sobre florestas. Na pesca, incentivos à capacidade das frotas podem levar à captura acima do que os estoques marinhos conseguem repor.

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O relatório estima que os efeitos indiretos desses subsídios custem entre US$ 11 trilhões e US$ 24,7 trilhões ao ano. A conta recai sobre governos, empresas, famílias e comunidades — especialmente as que dependem diretamente de água, solo e pesca saudáveis.

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A proposta não é simplesmente cortar apoio a produtores. É redirecionar recursos para práticas que mantenham renda e produção, com menor impacto: uso eficiente de insumos, recuperação de áreas, rastreabilidade e manejo pesqueiro baseado em ciência.

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O debate chega à agenda da Cúpula da Biodiversidade da ONU: reformar subsídios pode ser uma das maiores alavancas ambientais disponíveis. O desafio é proteger trabalhadores e acesso a alimentos enquanto o dinheiro público deixa de financiar prejuízos coletivos.

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