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Resumo em 10 segundos

🌧️ Enchentes não terminam quando a chuva para. O SUS precisa se preparar para semanas — ou meses — de riscos à saúde física e mental.

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🌧️ O próximo evento climático extremo pode pressionar a saúde muito além dos dias de enchente. A experiência do Rio Grande do Sul mostra que, quando a água baixa, começa uma segunda crise: infecções, tratamentos interrompidos e sofrimento mental. 🧵

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Em 2024, enchentes atingiram municípios onde viviam cerca de 5,5 milhões de pessoas no Rio Grande do Sul, segundo o IBGE. O impacto não se limitou a casas, estradas e hospitais: afetou diretamente a continuidade do cuidado em saúde.

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Áreas alagadas elevam a exposição à água contaminada e ampliam o risco de leptospirose, diarreias e outras infecções. A vigilância precisa continuar ativa por semanas ou meses, mesmo quando a emergência deixa o noticiário.

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Há também quem perde medicamentos, documentos e acesso regular ao atendimento. Pessoas com diabetes, hipertensão, câncer ou outras doenças crônicas podem ter tratamentos interrompidos justamente no momento de maior vulnerabilidade.

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Abrigos e deslocamentos prolongados trazem outra demanda: saúde mental. Luto, ansiedade, insônia e estresse pós-traumático podem persistir. Cuidar da reconstrução inclui garantir acolhimento psicológico e acompanhamento contínuo.

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A Atenção Primária pode ser decisiva. UBS e equipes de Saúde da Família conhecem os territórios e podem localizar pessoas vulneráveis, renovar receitas, distribuir medicamentos e conectar saúde, assistência social, vigilância e Defesa Civil.

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Para funcionar, essa rede precisa de planejamento antes do desastre: mapas de risco, estoques de remédios, prontuários acessíveis, comunicação com a população e equipes protegidas. Preparação não é custo extra; é parte da resposta em saúde.

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Eventos extremos tendem a se repetir. A lição é objetiva: reconstruir depois é indispensável, mas prevenir interrupções de cuidado e fortalecer o SUS antes da próxima enchente pode salvar vidas que não aparecem nas imagens da inundação.

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