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💰 O orçamento da saúde em BH avança, com mais cirurgias e teleconsultas. Mas execução financeira não basta: obras atrasadas, materiais e hemodiálise seguem no radar. 🧵

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💰 O SUS-BH empenhou R$ 5,9 bilhões entre janeiro e agosto de 2026 — 82,67% do orçamento anual da saúde. O dado foi apresentado em audiência pública, mas vereadores cobraram respostas sobre obras, abastecimento e filas. 🧵

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Primeiro, vale traduzir “empenhado”: é quando o poder público reserva formalmente o dinheiro para uma despesa. Isso mostra planejamento e compromisso orçamentário, mas não significa que todo o valor já virou obra pronta, equipamento entregue ou atendimento realizado.

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Nos serviços, há avanço: foram 30.343 cirurgias eletivas hospitalares, 72% da meta anual de 42 mil. Só em julho, o Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro fez 845 procedimentos — 25% acima da média mensal de 2025.

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A tecnologia também ganhou espaço: 39.606 teleconsultas, ou 66% da meta de 60 mil para o ano. Quando bem integrada à rede presencial, a telemedicina pode reduzir deslocamentos e ampliar o acesso, especialmente para quem mora longe dos serviços especializados.

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Mas os gargalos permanecem. Apenas 59,44% das consultas especializadas foram agendadas em até 60 dias, abaixo da meta de 70%. E pacientes que aguardam o início da hemodiálise entraram no centro das cobranças: nesse caso, tempo de espera é uma questão crítica de cuidado.

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Outro alerta é a logística: o abastecimento de materiais médico-hospitalares ficou em 63%. A Prefeitura atribuiu o resultado a atrasos de fornecedores e pendências em atas de preços. Compras públicas eficientes parecem burocracia, mas impactam diretamente o funcionamento de cada unidade.

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Também houve cobrança por intervenções como a UPA Pampulha e o Centro de Saúde Jardim Montanhês. A lição é simples: orçamento alto é essencial, porém a população mede o investimento pela porta aberta, pelo material disponível, pela consulta marcada e pela obra entregue.

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