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Resumo em 10 segundos

🏥 Novas normas no Rio prometem ampliar cuidado materno-infantil, inclusão e prevenção. A pergunta decisiva é: haverá estrutura para transformar direito em atendimento?

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Leis aprovadas pela Alerj prometem ampliar cuidados na rede pública do Rio, de tratamentos a políticas para gestantes, bebês e pessoas com deficiência. 🏥🧵 Mas uma lei, sozinha, chega à ponta do SUS?

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O destaque é a Lei nº 11.215/2026, que cria a Política Estadual de Saúde Materno-Juvenil. A proposta prevê cuidado integral a gestantes, puérperas, crianças e adolescentes. A questão: haverá equipes, exames e vagas suficientes para isso?

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Reduzir mortes maternas, neonatais e infantis exige mais que diretrizes: pré-natal acessível, transporte, maternidades estruturadas e acompanhamento contínuo. Como falar em cuidado integral quando tantas pessoas ainda peregrinam por atendimento?

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A médica de família Isadora Marques destaca integralidade e equidade: tratar cada pessoa conforme sua necessidade. Mas equidade não pode virar só uma palavra bonita em documento. Como ela será medida nos bairros mais vulnerabilizados?

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O relato de Daniela Celestino expõe outra urgência: ela só reconheceu, décadas depois, que práticas vividas no parto eram violência obstétrica. Informação, consentimento e respeito deveriam depender de sorte ou ser regra em toda maternidade?

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Fortalecer o SUS também é garantir que mulheres sejam ouvidas, que pessoas com deficiência tenham acesso real e que prevenção não fique restrita a campanhas. Direito à saúde existe no papel; a pergunta é: ele aparece no balcão e na consulta?

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Há ainda um detalhe que pede checagem: o SUS foi criado em 1988, portanto completa 38 anos em 2026, não 36. Precisão importa — especialmente ao celebrar um sistema que atende milhões. Direitos avançam quando há lei, orçamento e fiscalização.

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