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Resumo em 10 segundos

Após 22 anos caçando as explosões mais violentas do cosmos, o Swift teve seu resgate cancelado. Agora, seus telescópios voltaram a operar até o fim. 🌌

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A NASA desistiu de salvar o telescópio Swift da queda — e, em vez de deixá-lo silencioso, religou seus instrumentos para uma última vigília do Universo. 🌌🧵

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Lançado em 2004, o Neil Gehrels Swift passou mais de duas décadas perseguindo clarões cósmicos que surgem sem aviso: explosões de raios gama, supernovas e erupções de raios X.

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Mas o relógio orbital acelerou. O Swift não tem propulsão própria e vem perdendo altitude pelo atrito com a atmosfera. O máximo da atividade solar em 2024 tornou essa “freada” atmosférica ainda mais intensa.

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Houve uma tentativa de resgate: em setembro de 2025, a NASA contratou a Katalyst Space. A missão era audaciosa: a espaçonave LINK encontraria o observatório e elevaria sua órbita.

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A LINK chegou ao espaço em 3 de julho de 2026. Poucas semanas depois, falhas nas rodas de reação e na propulsão a gás frio fizeram a nave girar sem controle, comprometendo orientação e comunicação.

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No início de agosto, o resgate foi cancelado. E veio a decisão difícil: priorizar ciência no tempo que resta. Os telescópios ultravioleta/óptico e de raios X já voltaram; o detector de explosões deve ser reativado em breve.

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Há um preço: para observar novamente, o Swift precisará abandonar a posição que diminuía o arrasto. Sua descida deve acelerar, e a NASA prevê a reentrada na atmosfera até o fim de 2026.

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O Swift pode terminar como uma estrela cadente artificial, mas seu legado fica: 22 anos transformando flashes quase invisíveis em pistas sobre os eventos mais extremos do cosmos. Até sua última órbita, ele ainda estará olhando para cima.

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