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Resumo em 10 segundos

A gestora de R$ 18 bilhões abandonou totalmente os multimercados. Se a promessa era navegar qualquer cenário, por que tantos investidores ficaram pelo caminho? 📉

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A TAG Investimentos, gestora com R$ 18 bilhões sob gestão, zerou sua exposição a fundos multimercados. 📉🧵 A pergunta incômoda: se eles foram vendidos como solução para “qualquer cenário”, por que a própria indústria está abandonando o modelo?

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Não é um caso isolado. Desde 2022, os resgates nos multimercados já ultrapassaram R$ 672 bilhões. Gestoras tradicionais encolheram, e a Gávea Investimentos também encerrou a gestão nessa categoria. Estamos vendo uma crise passageira — ou uma mudança estrutural?

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A crítica da TAG é direta: muitos fundos ativos passaram a se comportar como uma combinação de bolsa, juros e câmbio. Se o investidor consegue exposição parecida por caminhos mais simples, qual é o valor adicional entregue pelo gestor?

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E há o custo. A estrutura clássica costuma cobrar 2% de administração e 20% sobre a performance. Taxas altas podem fazer sentido quando há retorno consistente. Mas quando a entrega decepciona, quem absorve a conta: a gestora ou o cliente?

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Nos últimos 12 meses, sete em cada dez multimercados não superaram seu índice de referência, segundo o estudo citado pela TAG. O mito do gestor que prevê juros, crises e eleições está sendo confrontado pelos números — tarde demais?

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André Leite, CIO da TAG, admite pesar: ele passou boa parte de 30 anos de mercado justamente em renda fixa e multimercados. Mas reconhece que os tempos mudaram. Não seria essa uma lição maior para todo produto financeiro: promessa não substitui resultado?

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A saída da TAG não decreta o fim dos multimercados, mas aumenta a pressão por transparência: estratégia compreensível, comparação honesta de custos e retorno líquido para o cliente. Em investimentos, sofisticação sem valor comprovado é vantagem para quem?

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