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Resumo em 10 segundos

🚌 Um estudo questiona a ideia de que passagem gratuita é utopia. E se mobilidade fosse tratada como direito, não como catraca?

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Tarifa zero no ônibus é mesmo inviável — ou só parece impossível porque a conta hoje cai no colo de quem depende do transporte? 🚌🧵 A pesquisadora Clareana Cunha defende um Sistema Único de Mobilidade para mudar essa lógica.

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A cartilha “Não existe almoço grátis”, do Instituto Pólis, enfrenta 15 argumentos usados contra a gratuidade. A pergunta central é direta: quem deve financiar um serviço essencial — apenas o passageiro ou toda a sociedade?

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Hoje, a tarifa pesa proporcionalmente mais para quem tem renda menor e precisa se deslocar para trabalhar, estudar ou cuidar da família. Se o transporte é um direito, por que o acesso depende tanto da capacidade de pagar na catraca?

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A proposta não diz que o transporte não tem custo. Diz outra coisa: o financiamento pode ser coletivo, estável e progressivo, com maior contribuição de quem tem maior capacidade econômica. Não seria uma divisão mais racional da conta?

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E não é uma experiência restrita a municípios minúsculos: levantamento citado pela pesquisadora aponta 151 cidades com tarifa zero no Brasil. Dessas, 17 têm mais de 100 mil habitantes. Se já acontece, por que ainda tratamos como fantasia?

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O ponto crítico é escala e integração. Um Sistema Único de Mobilidade articularia União, estados e municípios, em lógica parecida com a do SUS. Sem coordenação e fonte permanente de recursos, promessas de campanha viram só slogan?

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A discussão não é apenas sobre zerar a passagem: é sobre cidades menos dependentes do carro, deslocamentos mais acessíveis e transporte público tratado como infraestrutura de direitos. A pergunta que fica: qual mobilidade estamos escolhendo financiar?

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