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🚌 A proposta mira ônibus municipais gratuitos aos fins de semana e feriados. Entenda custo, regras e o caminho até virar realidade.

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🚌 Lula prepara uma PEC para viabilizar transporte público gratuito aos fins de semana e feriados, segundo o governo. A ideia é começar pelos ônibus municipais — mas ainda depende do Congresso. Entenda o que está em jogo 🧵

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Primeiro, o conceito: tarifa zero significa que o passageiro não paga na catraca. Isso não torna o transporte “sem custo”; muda-se a fonte de financiamento, que pode vir de orçamento público, fundos ou outras receitas.

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A estimativa divulgada é de R$ 16 bilhões por ano para fins de semana e feriados. É bem menos que uma gratuidade universal, calculada em mais de R$ 80 bilhões anuais — porque cobre menos dias e, inicialmente, um modal específico.

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A adesão dos municípios seria voluntária. Na prática, cada prefeitura avaliaria se participa, como organiza as linhas e como complementa recursos. Por isso, a experiência poderia avançar em ritmos diferentes pelo país.

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O financiamento previsto envolveria emendas parlamentares. O desafio é dar previsibilidade: transporte coletivo exige custeio contínuo para frota, combustível, manutenção e salários — não apenas recursos pontuais.

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Por ser uma PEC, o caminho é mais rigoroso: Câmara e Senado precisam aprovar o texto em dois turnos, com votos de 3/5 dos parlamentares em cada Casa. Mesmo aprovada, a implantação seria gradual.

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Se bem desenhada, a medida pode ampliar o acesso a lazer, trabalho de fim de semana e serviços públicos, além de reduzir o uso do carro em algumas viagens. A grande questão será transformar a promessa de gratuidade em um sistema confiável para quem depende do ônibus.

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