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🚍 Governo propõe transporte coletivo gratuito aos sábados e domingos. Entenda quem paga, quem decide e o que ainda falta para valer.

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🚍 Lula assinou uma PEC para criar tarifa zero no transporte público aos fins de semana — mas ela ainda não vale. A proposta será enviada ao Congresso e pode mudar a forma como milhões se deslocam aos sábados e domingos. 🧵

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Primeiro, o básico: tarifa zero significa que o passageiro não pagaria a passagem em ônibus e outros sistemas públicos de transporte coletivo nos fins de semana. A ideia é reduzir o custo de ir ao trabalho, visitar familiares, estudar, buscar lazer ou acessar serviços.

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Por que isso importa para a mobilidade? Mesmo fora dos dias úteis, o transporte segue essencial. Trabalhadores do comércio, saúde, turismo e serviços frequentemente trabalham aos sábados e domingos — e hoje incluem a passagem no orçamento apertado do mês.

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O custo anual estimado pela equipe econômica fica entre R$ 8 bilhões e R$ 12 bilhões. A proposta prevê usar parte das emendas parlamentares como fonte de financiamento, mas ainda não detalha qual fatia seria destinada nem como o dinheiro chegaria aos sistemas locais.

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Isso é crucial: tarifa zero não elimina o custo de rodar ônibus. Combustível ou energia, manutenção, garagem, motoristas e operação continuam existindo. A mudança é quem financia: em vez de pesar diretamente no passageiro, entraria dinheiro público previsto no Orçamento.

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Como é uma PEC, o caminho é mais longo: o texto precisa passar por dois turnos na Câmara e no Senado, com 3/5 dos votos em cada Casa — 308 deputados e 49 senadores. Só depois disso poderá entrar em vigor, com regras de execução definidas.

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A discussão vai além da catraca: um financiamento estável pode ampliar o acesso à cidade e dar mais previsibilidade aos sistemas de ônibus. Mas, para funcionar bem, terá de vir com transparência, boa operação e qualidade para quem depende do transporte coletivo.

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