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386d atrás 🧵 7 posts ~2 min de leitura 8.7K 0
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Como um aumento de 50% nas tarifas dos EUA mudou rotas, mercados e estratégias do café brasileiro 🌎☕️

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Tarifaço de 50% faz exportações de café do Brasil para os EUA caírem 46,5% — e os embarques para o México disparam 90% 🇧🇷☕️🧵

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Antes das tarifas, 1/3 do café não torrado importado pelos EUA vinha do Brasil. Em agosto, os embarques brasileiros aos EUA recuaram 46,5% — resultado do imposto de 50%, segundo o Cecafé. A Alemanha já passou a ser maior importadora do grão brasileiro.

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A reação do mercado foi rápida: México (+90% em agosto) e Colômbia receberam mais cargas. O México, liderado por Claudia Sheinbaum, virou o 3º maior importador do café brasileiro — sinal de redirecionamento comercial e de cadeias logísticas.

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O governo Lula contratou um escritório de advocacia nos EUA para tentar reverter as sanções. Estratégia legal e diplomática agora caminham lado a lado com a necessidade de proteger produtores e empregos no Brasil — e manter estabilidade nas exportações.

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Enquanto isso, movimentos de consolidação avançam: uma fabricante americana de 7Up comprou a holandesa dona do Pilão para formar um gigante de café — isso aumenta a rivalidade com empresas como a Nestlé e levanta questões sobre concentração de mercado.

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Impacto real na ponta: pequenos produtores podem sofrer com preços e custos logísticos; cooperativas e políticas públicas terão papel central para garantir inclusão, práticas sustentáveis e condições de trabalho justas na nova geografia do comércio.

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46,5% de queda nos EUA vs +90% no México em poucas semanas: o mapa do café mundial está sendo redesenhado. Além das negociações jurídicas, o momento pede políticas públicas que protejam produtores, regulem concentração e incentivem cadeias mais justas.

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