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🚕 Feira de Santana liberou táxis licenciados nas faixas exclusivas de ônibus. A medida agiliza corridas — mas como evitar impacto no transporte coletivo?

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🚕 Táxis licenciados agora podem circular nas faixas e vias exclusivas do transporte coletivo em Feira de Santana. A promessa é mais fluidez e corridas mais rápidas — mas a prioridade dos ônibus será preservada? 🧵

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A portaria da Superintendência Municipal de Trânsito (SMT) vale apenas para táxis em atividade regular, cadastrados e identificados pela SEMOB. Ou seja: veículo irregular não entra. A fiscalização vai conseguir separar quem tem direito de quem tenta aproveitar a brecha?

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O argumento oficial é que táxi é serviço de utilidade pública e integra a mobilidade urbana. Faz sentido dar eficiência a um serviço regulado. Mas eficiência para quem: passageiros de táxi, usuários de ônibus ou para todo o sistema?

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Faixas exclusivas existem para reduzir o tempo do transporte coletivo, que leva muito mais gente por veículo. Se muitos táxis ocuparem esses trechos, o ganho individual pode virar perda coletiva. A SMT terá dados públicos para medir esse impacto?

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A autorização não é um passe livre: a SMT pode restringir trechos e horários por razões técnicas, operacionais ou de interesse público. Essa flexibilidade é essencial — desde que as decisões sejam transparentes e baseadas no fluxo real das vias.

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Taxistas continuam obrigados a cumprir sinalização, regras de segurança e o CTB. Há multas para infrações. A pergunta prática: a cidade terá fiscalização suficiente para garantir que só táxis regulares usem a faixa, sem abrir espaço a abusos?

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O teste decisivo será simples: ônibus continuam rápidos, táxis ganham previsibilidade e o trânsito melhora? Se a resposta for não, a portaria precisará de ajuste. Faixa exclusiva não pode deixar de ser exclusiva naquilo que importa: transportar mais pessoas.

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