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Resumo em 10 segundos

O Swift encerrou uma missão de 22 anos e seus destroços podem cruzar uma faixa que inclui parte do Brasil. Mas calma: possibilidade não é previsão. ☄️

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Um telescópio espacial da Nasa que trabalhou por 22 anos está voltando à Terra — e partes do Brasil entram na faixa POSSÍVEL de reentrada. ☄️🧵 Mas antes de olhar pro céu em pânico: não existe previsão de queda no país.

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É o Neil Gehrels Swift Observatory, ou só Swift para os íntimos. Lançado em 2004 para uma missão prevista de dois anos, ele ficou ativo por mais de duas décadas investigando alguns dos eventos mais violentos do Universo.

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A órbita do Swift é inclinada cerca de 20,6° em relação à Linha do Equador. Isso desenha uma faixa sobre a Terra que pega parte do Brasil. Só que estar nessa faixa não significa que um pedaço vai cair aqui.

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Como explica o astrônomo Marcos Calil, da Urânia Planetário: possibilidade é bem diferente de previsão. Hoje, não há dados para cravar data, horário ou país onde eventuais destroços chegarão.

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O motivo da incerteza é bem terrestre: pequenas variações na densidade da atmosfera, atividade solar e até no jeito como a nave gira mudam o arrasto. E, durante a reentrada, isso pode deslocar muito o ponto final.

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A última observação científica do Swift ocorreu quando ele estava a cerca de 275 km de altitude. O arrasto atmosférico já dificultava manter sua orientação — sinal de que a missão estava chegando ao fim.

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O legado é enorme: mais de 2 mil explosões de raios gama observadas, além de supernovas, buracos negros, asteroides e cometas. Um lembrete de como missões públicas de longo prazo ampliam o acesso ao conhecimento sobre o céu.

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Agora, a parte mais importante: acompanhar fontes oficiais e não espalhar localização “confirmada” em redes sociais. Reentradas são difíceis de calcular até perto do fim. O Swift pode encerrar a jornada na Terra, mas deixa 22 anos de Universo registrado.

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