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Um estudo do Dieese projeta que o ajuste fiscal proposto por Flávio Bolsonaro pode ter um impacto enorme no mercado de trabalho. 💸🧵

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Um corte de cerca de R$ 200 bilhões proposto por Flávio Bolsonaro pode eliminar até 2,2 milhões de empregos, segundo projeção do Dieese. O plano foi apelidado de “tesouraço” — e o tamanho do impacto chama atenção. 💸🧵

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A lógica parece simples: reduzir gastos para equilibrar as contas públicas. Mas, na prática, quando o Estado corta forte, menos dinheiro circula em obras, serviços, compras e programas — e isso chega rápido às empresas e ao emprego.

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Segundo o Dieese, o efeito não ficaria restrito a servidores ou contratos públicos. A desaceleração pode atingir comércio, indústria, construção e serviços, setores que dependem do consumo das famílias e de investimentos.

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É o famoso efeito dominó: menos investimento e renda → menos consumo → empresas vendem menos → contratações travam ou vagas somem. Por isso, economistas costumam discutir não só o tamanho do corte, mas onde e em que ritmo ele acontece.

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Ajustar as contas é um debate real. Só que cortar sem preservar áreas que movimentam a economia — como infraestrutura, educação, saúde e proteção à renda — pode sair caro para trabalhadores, pequenos negócios e cidades mais dependentes do setor público.

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Importante: os 2,2 milhões são uma estimativa do Dieese, não uma certeza automática. O resultado dependeria dos detalhes do pacote, da reação da economia e de eventuais medidas para proteger emprego e investimento.

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No fim, a discussão não é apenas “gastar ou cortar”. É escolher prioridades: um ajuste pode melhorar indicadores fiscais no papel, mas precisa considerar o impacto na vida real de quem depende de salário, consumo e trabalho para fechar o mês.

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