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Sanções miram uma rede acusada de captar mais de US$ 2 milhões, com parte dos repasses em cripto. O caso separa fatos de narrativas sobre blockchain. 🔎

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💰 O Tesouro dos EUA sancionou uma rede acusada de arrecadar mais de US$ 2 milhões para o Hamas, usando supostas doações humanitárias e, em parte, criptomoedas. O ponto central: cripto aparece como trilho de pagamento dentro de uma operação maior — não como sua única fonte. 🧵

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Segundo o Tesouro, a rede operou por seis anos e envolvia um membro da ala militar do Hamas, duas pessoas na França e duas entidades de caridade. A acusação é de que fundos captados para fins humanitários foram redirecionados ao grupo.

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Um dado exige precisão: os US$ 2 milhões representam o total supostamente arrecadado entre 2020 e 2026. O órgão não disse que toda essa quantia transitou em cripto. A alegação específica é de centenas de milhares de dólares enviados em ativos digitais a Saleem al-Zaq.

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Isso desmonta dois exageros comuns: nem a blockchain torna todo fluxo financeiro invisível, nem é correto tratá-la como a principal fonte de recursos do Hamas. Autoridades dos EUA afirmam que esses grupos ainda dependem majoritariamente de finanças convencionais.

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Há também um alerta operacional: relatos indicaram que as Brigadas Al-Qassam orientaram doadores a evitar envios diretos da Binance e usar outros serviços antes de transferir valores a uma carteira TRON. Trocar de plataforma pode dificultar o rastreio, mas não elimina pegadas on-chain.

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As sanções bloqueiam bens sob jurisdição dos EUA e proíbem, em geral, transações de pessoas americanas com os designados. Bancos estrangeiros que facilitem operações relevantes conscientemente podem sofrer sanções secundárias — pressão que alcança toda a cadeia de compliance.

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O desafio é duplo: combater financiamento ilícito com inteligência e rastreabilidade, sem transformar ajuda humanitária legítima a civis em dano colateral. O caso reforça que regulação cripto eficaz depende menos de manchetes e mais de dados, investigação e cooperação internacional.

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