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Governo evita liberar compulsórios; medida pode travar crédito imobiliário e afetar quem quer casa 🏠⚖️

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Teto de 12% nos juros imobiliários anunciado pelo governo 🏠🧵 Não é só mais um número: pode empoçar recursos e travar o crédito. Nos próximos posts eu explico por que liberar depósitos compulsórios ficou fora da jogada e o que isso significa pra quem quer casa.

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O dilema foi claro: deixar regras mais flexíveis pra aumentar o volume de empréstimos ou limitar a taxa pra segurar o preço. O governo escolheu segurar a taxa. Liberar depósitos compulsórios — dinheiro parado no BC que bancos poderiam usar — foi descartado.

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Por que isso tende a empoçar recursos? Com a Selic em torno de 15%, o custo de captação é alto. Se o teto limita o juro a 12%, a margem dos bancos some. A consequência prática: menos incentivo pra oferecer crédito imobiliário novo.

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Quem perde no curto prazo é quem busca moradia ou precisa de crédito pra reforma. A solução não é só mercado: políticas públicas direcionadas (linhas subsidiadas, programas sociais, incentivos à construção popular) podem equilibrar preço e acesso.

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Do lado do mercado, fintechs tentam preencher vazios, mas sem capital barato também sofrem. Bancos e investidores ficam mais cautelosos; um ciclo prolongado de Selic mantém a pressão e pode reduzir oferta de crédito, mesmo com teto baixo.

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Reflexão final: segurar o preço é atraente politicamente, mas se o dinheiro empacar quem perde é quem queria a casa. Política habitacional precisa equilibrar teto, oferta de recursos e transparência — acesso à moradia é também questão de justiça social.

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