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🐟 Brasil e Marrocos negociam comércio e investimentos no pescado. A questão é: quem vai capturar o valor dessa rota? 🧵

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A tilápia brasileira pode ganhar uma nova rota via Marrocos rumo à África e à Europa 🐟🧵 O governo e empresas dos dois países discutiram comércio, investimentos e processamento em Casablanca. Mas exportar mais, por si só, garante mais renda para quem produz?

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O tamanho da oportunidade chama atenção: a tilápia representa cerca de 70% da piscicultura brasileira, e o país já está entre os 4 maiores produtores mundiais. Ainda assim, só uma parcela reduzida vai para exportação. O gargalo é mercado — ou estratégia?

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O Marrocos não entra nessa conversa por acaso. Tem tradição pesqueira, indústria de processamento, portos estruturados e posição geográfica privilegiada entre África e Europa. Para o Brasil, é uma ponte comercial. Para o Marrocos, mais matéria-prima e negócios?

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A proposta vai além de vender peixe: inclui parcerias empresariais, processamento, certificação, rastreabilidade e exigências sanitárias. E aí está a pergunta decisiva: o Brasil exportará produto com valor agregado ou continuará deixando a etapa mais rentável fora do país?

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Rastreabilidade pode abrir mercados exigentes e fortalecer a confiança no pescado brasileiro. Mas pequenos produtores conseguirão bancar certificações, tecnologia e adaptação sanitária? Sem crédito e assistência, a exportação pode ficar concentrada em poucos grupos.

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O MPA diz que quer transformar diálogo institucional em investimentos, inovação e oportunidades para brasileiros e marroquinos. Os memorandos previstos em Rabat podem criar regras para isso. Mas memorando sem contratos, infraestrutura e financiamento vira só fotografia diplomática?

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A rota Brasil–Marrocos tem potencial: mais destinos reduzem dependência de poucos compradores e podem impulsionar a aquicultura. O teste será outro: gerar emprego, margem e sustentabilidade ao longo da cadeia — do produtor ao processamento. Quem ficará com a maior fatia?

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