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⚖️🤖 O Tribunal de Justiça do RS está desenvolvendo seus próprios agentes de IA com a AWS. Entenda o que muda para advogados, processos e segurança.

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O TJRS está criando agentes de IA próprios para reduzir o gasto com “tokens” — a unidade de consumo dos modelos de inteligência artificial. ⚖️🤖🧵 A iniciativa, feita com a AWS, já começa a impactar a entrada de novos processos no Rio Grande do Sul.

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Primeiro, o básico: tokens são pedaços de texto que a IA lê e produz. Quanto maior um documento ou resposta, mais tokens são usados — e maior tende a ser a cobrança por APIs de modelos de IA.

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Por que desenvolver agentes próprios? Em vez de depender apenas de ferramentas prontas e genéricas, o tribunal pode adaptar a IA às tarefas judiciais, controlar melhor o uso e buscar mais eficiência de custos na operação.

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A principal aplicação é a GAIA, IA do TJRS voltada às petições iniciais. Segundo Antônio Braz da Silva Neto, diretor de TIC, ela deve chegar a 350 mil advogados nos próximos dias.

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A escala ajuda a entender o projeto: a expectativa é de cerca de 1.500 novos processos por dia usando IA. O tribunal recebe aproximadamente 5 mil processos diariamente. Automatizar etapas repetitivas pode liberar tempo para análises que exigem julgamento humano.

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Mas IA no Judiciário exige freios claros. O TJRS usa guardrails da AWS — regras e filtros para limitar comportamentos do sistema — e criou um Núcleo Especializado de TI para apoiar magistrados diante de suspeitas de fraude.

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Na prática, se houver indício de petição produzida de forma enganosa ou com uso indevido de IA, o núcleo pode ajudar a identificar sinais técnicos, reunir evidências e subsidiar medidas contra a fraude. Tecnologia não elimina responsabilidade de quem assina o documento.

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A GAIA começou em 2023 e hoje é desenvolvida também com cinco grandes tribunais. O desafio não é só inovar: é fazer a IA ampliar acesso e eficiência sem sacrificar transparência, segurança e a decisão humana onde ela importa.

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