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🚢 Greves em vários países unem duas pautas: barrar remessas militares e exigir salários, segurança e dignidade nos portos. Entenda o alcance do movimento 🧵

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🚢 Trabalhadores portuários de mais de 100 portos aderiram a uma mobilização internacional contra o transporte de armas e por melhores condições de trabalho. O ato reúne países da Europa, Mediterrâneo e além. Entenda o que está em jogo 🧵

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A convocação partiu de sindicatos de França, Itália, Grécia, Espanha, Turquia e Marrocos. A mensagem é direta: portos não deveriam servir ao transporte de armas, munições, equipamentos militares ou tropas em meio às guerras no Oriente Médio.

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Por que os portos têm tanto peso? Eles são nós vitais do comércio mundial: recebem contêineres, cargas industriais, alimentos e combustíveis. Quando trabalhadores cruzam os braços, o impacto pode ir de atrasos locais a mudanças nas rotas de navios.

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Na Grécia, o sindicato ENEDEP convocou greve no Pireu, o maior porto do país. Em Istambul, manifestantes se concentraram diante do porto de Haydarpaşa com uma faixa: “Não à guerra, não ao armamento!”.

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Na Itália, atos foram previstos em Gênova, Trieste e Gioia Tauro, junto a uma greve geral contra custo de vida alto, salários baixos e gastos militares. Na França, a CGT paralisou portos como Le Havre, Marselha, Dunquerque e Rouen.

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Há também uma pauta concreta do cotidiano: marinheiros mantiveram embarcações atracadas em alguns locais, cobrando melhores salários, jornadas mais seguras e condições dignas. Segurança portuária não é detalhe: protege quem trabalha e quem depende do transporte.

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Empresas de logística alertaram para possíveis atrasos, mas especialistas projetam efeito limitado na cadeia global, variando conforme porto e adesão local. Ainda assim, a mobilização mostra como trabalhadores podem influenciar debates que atravessam fronteiras.

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O movimento conecta uma pergunta difícil a uma reivindicação básica: quem movimenta o comércio global deve ter voz sobre sua segurança, seus direitos e o destino das cargas que manipula. Portos são infraestrutura — mas também são feitos de pessoas.

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