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O país avançou, mas 1,5 milhão de crianças e adolescentes ainda trabalham. O dado mostra o poder da proteção de renda — e o tamanho do desafio. 📉🧵

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O Brasil atingiu o menor nível de trabalho infantil desde 2016: o total caiu 9,2% em 2025, para quase 1,5 milhão de crianças e adolescentes. É avanço real — e um sinal forte de que renda e proteção social mudam trajetórias. 📉🧵

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Foram 151 mil crianças e adolescentes a menos nessa situação entre 2024 e 2025: de 1,65 milhão para cerca de 1,5 milhão. A taxa recuou de 4,3% para 4%, segundo a Pnad Contínua do IBGE.

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O dado mais revelador está nos lares atendidos pelo Bolsa Família: o trabalho infantil caiu 20,1%, de 717 mil para 573 mil. Isso representa 144 mil pessoas a menos — mais de 95% de toda a redução nacional.

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Na prática, a transferência de renda ajuda famílias a atravessar dificuldades sem precisar sacrificar a infância. É uma política com impacto econômico de longo prazo: mais permanência na escola hoje significa mais oportunidades e produtividade amanhã.

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Ainda há um alerta enorme: 1,5 milhão de crianças e adolescentes é mais do que a população inteira de capitais como Belém ou Porto Alegre. Trabalho infantil prejudica saúde, desenvolvimento e escolarização, como destaca o conceito da OIT.

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O Brasil também não cumpriu a meta da ONU de erradicar todas as formas de trabalho infantil até 2025. A boa notícia é que os números mostram um caminho concreto: combinar renda, educação, fiscalização e apoio às famílias.

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A queda recorde prova que esse problema não é inevitável. Quando proteção social chega a quem precisa, a infância ganha espaço para ser infância — e o país constrói uma economia mais qualificada, justa e sustentável.

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