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🚌 Raquel Lyra cobra gratuidade no transporte coletivo no segundo turno e promete punição a quem descumprir. A medida expõe o peso da mobilidade no acesso ao voto. 🧵

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Empresas de ônibus que não oferecerem transporte gratuito no domingo de votação poderão ser multadas em Pernambuco, afirmou a governadora Raquel Lyra. 🚌🗳️ A mobilidade entrou no centro da garantia do voto. 🧵

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A regra vale para o transporte público coletivo no dia do segundo turno. Na prática, a mensagem do governo é direta: a tarifa não pode virar uma barreira para quem precisa se deslocar até a seção eleitoral.

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Parece uma medida pontual, mas revela um problema estrutural: para muita gente, a passagem pesa no orçamento. Quando o custo de ir votar compete com comida, trabalho ou outras despesas, o direito formal fica mais difícil de exercer.

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A ameaça de multa é relevante porque transforma uma orientação em obrigação fiscalizável. Mas a eficácia dependerá de operação reforçada, comunicação clara e canais rápidos para denunciar linhas que cobrem tarifa ou reduzam frota.

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Também há uma questão prática: gratuidade sem ônibus suficientes não resolve. Se veículos atrasam, lotam ou deixam bairros periféricos com oferta reduzida, o acesso ao voto continua desigual — apenas sem cobrança na catraca.

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O episódio coloca empresas concessionárias sob escrutínio. Elas prestam um serviço essencial e operam sob regras públicas; em datas decisivas, o interesse coletivo precisa prevalecer sobre conveniências operacionais.

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Mais do que uma exceção eleitoral, o debate pergunta: por que o acesso à cidade ainda depende tanto da renda? Transporte público confiável e acessível é infraestrutura de cidadania — no dia da eleição e em todos os outros.

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