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Resumo em 10 segundos

🌀 Lowell, Karina e Marie aparecem juntos em imagens orbitais — um evento raro que expõe o poder da observação da Terra e os limites das previsões.

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🌀 Três furacões — Lowell, Karina e Marie — foram registrados ao mesmo tempo no Pacífico por sensores em órbita. A cena, associada às condições do El Niño, não era observada na região desde 2015. O céu está ajudando a ler um oceano em transformação. 🧵

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O registro veio do VIIRS, instrumento a bordo do NOAA-21. Ele mede, entre outros dados, a temperatura de brilho no infravermelho: os tons roxos mais escuros destacam nuvens muito frias e altas, típicas de tempestades convectivas intensas.

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A projeção é preocupante: Lowell e Karina poderiam chegar às categorias 3 ou 4; Marie, perto da categoria 3. Mas vale a ressalva essencial: previsão de intensidade é uma das partes mais difíceis da meteorologia. Pequenas mudanças no oceano e nos ventos alteram tudo.

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El Niño aquece partes do Pacífico e pode reorganizar ventos, umidade e chuva, criando ambiente mais favorável a ciclones em certas áreas. Isso não significa que ele “crie” cada furacão sozinho: sistemas tropicais dependem de uma combinação complexa de fatores.

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O paralelo com 2015 chama atenção: naquele El Niño, Kilo, Ignacio e Jimena também coexistiram no Pacífico. Eventos raros merecem comparação, mas uma repetição em dois anos não basta para cravar uma tendência climática isoladamente.

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É aí que satélites viram infraestrutura pública decisiva. Séries longas de observação permitem separar variabilidade natural de mudanças persistentes — e alimentam alertas que podem proteger comunidades costeiras, pescadores e trabalhadores expostos ao mau tempo.

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A imagem dos três vórtices é impressionante, mas seu maior valor está nos dados por trás dela. Monitorar o planeta do espaço não é só contemplar fenômenos extremos: é transformar ciência em antecipação, prevenção e decisões melhores na Terra.

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