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Pesquisadoras da UFMG e Fiocruz unem décadas de pesquisa contra uma doença ainda negligenciada. O Vivaxin recebeu aval para testes em humanos. 🧪

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Três gerações de pesquisadoras reunidas na UFMG destacaram um avanço relevante contra a malária: o Vivaxin, vacina voltada ao Plasmodium vivax — parasita predominante no Brasil — foi autorizado pela Anvisa a iniciar testes em humanos. 🧪🧵

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O anúncio ocorreu na Semana do Conhecimento UFMG 2026, em uma mesa com Antoniana Ursine Krettli, da Fiocruz, e Luna Barroco de Lacerda e Caroline Furtado Junqueira, do CTVacinas. A mediação foi da vice-reitora Alamanda Kfoury Pereira.

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O Vivaxin é desenvolvido pelo CTVacinas em colaboração com a USP e o laboratório Cristália. Em 7 de outubro, a Anvisa autorizou o estudo clínico — etapa necessária para avaliar segurança e resposta imunológica em pessoas.

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A meta científica é ambiciosa: contribuir para uma vacina capaz de prevenir as formas mais graves da malária. A doença pode ser causada por diferentes parasitas, que variam conforme a região do mundo, o que torna o desenvolvimento de imunizantes mais complexo.

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No Brasil, o Plasmodium vivax é a espécie mais frequente. Por isso, uma vacina direcionada a esse parasita pode ter impacto direto na saúde pública, especialmente em áreas onde a transmissão persiste e o acesso ao diagnóstico e tratamento é mais difícil.

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A bioquímica Antoniana Krettli relatou que, no início da carreira, foi impedida por seu orientador de pesquisar doença de Chagas por ser mulher, jovem e, segundo ele, poder engravidar. Sua trajetória na malária nasceu desse preconceito — e se tornou referência.

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A mesa reforçou que ciência é construção coletiva e geracional: conhecimento acumulado por décadas permite que novas equipes avancem até os testes clínicos. Investimento contínuo em universidades públicas e pesquisa é parte central desse processo.

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Do laboratório aos estudos com voluntários, uma vacina não surge de um único resultado: depende de rigor, tempo, infraestrutura e equipes diversas. O avanço do Vivaxin mostra por que doenças negligenciadas exigem ciência persistente e financiamento estável.

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