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🌾 Cruz Alta abriu a colheita do trigo em um ano de queda na produção. O cereal segue vital — mas os números expõem riscos e desafios da cadeia.

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🌾 Cruz Alta abriu oficialmente a colheita do trigo no RS — e o recado vai além da celebração: mesmo com previsão de safra menor, o cereal continua no centro da economia regional e da cadeia de alimentos. 🧵

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Em 2026, o RS projeta 763 mil hectares de trigo, produtividade média de 2.833 kg por hectare e produção de cerca de 2,2 milhões de toneladas, segundo a Emater/RS-Ascar.

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O volume é relevante, mas inferior ao de 2025. No Brasil, a Conab estima 5,73 milhões de toneladas em 2026, contra 7,87 milhões no ano anterior. Uma queda que merece atenção de moinhos, varejo e consumidores.

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Cruz Alta simboliza esse peso: é o 2º município gaúcho em área plantada de trigo, atrás de Palmeira das Missões. Quando a produção local oscila, não é só o campo que sente: logística, armazenagem, indústria e comércio entram na conta.

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O ponto crítico é a margem. Clima instável e custos de produção podem transformar uma safra volumosa em resultado fraco para quem planta. Celebrar a colheita é justo; discutir seguro rural, crédito e gestão de risco é indispensável.

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Há ainda uma aposta de diversificação: Cruz Alta quer atrair empreendimentos e avançar como polo do biodiesel. Integrar grãos, energia e indústria pode gerar mais valor local — desde que os ganhos não fiquem concentrados em poucos elos.

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O trigo é matéria-prima do pão, das massas e de uma ampla cadeia alimentar. Sua competitividade não depende apenas da lavoura: exige infraestrutura, previsibilidade e mercado que remunere produção de qualidade. Safra menor não é detalhe; é sinal econômico.

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