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A guerra comercial com o Canadá chegou aos jatos executivos ✈️ E o possível tiro no pé americano envolve 2.800 fornecedores espalhados por 47 estados.

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Trump ameaçou proibir a venda de jatos da canadense Bombardier nos EUA ✈️🧵 A fala vem na escalada da guerra comercial com o Canadá — mas, na prática, pode bater também em milhares de empresas e empregos americanos.

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O motivo imediato: o Canadá prepara tarifas de 15% a 50% sobre centenas de produtos dos EUA, em resposta às taxas impostas por Washington. Trump disse “chega de vender Bombardier”, mas não explicou qual medida concreta pretende adotar.

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Tem um detalhe que muda tudo: mais de 50% da receita da Bombardier vem dos EUA. Compradores, aeroportos, serviços e empresas americanas são parte central do negócio da fabricante canadense.

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Só que a cadeia é bem mais misturada do que o discurso sugere. A Bombardier afirma ter mais de 2.800 fornecedores nos EUA, distribuídos por 47 estados. Restringir os jatos pode atingir justamente empresas locais que fornecem peças e tecnologia.

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O Global 7500 é o melhor exemplo: asas feitas no Texas, aviônicos em Iowa, motores em Indiana. A montagem final acontece no Canadá. Ou seja: um jato “canadense” carrega uma fatia enorme de produção americana.

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Trump também acusa o Canadá de dificultar a certificação de jatos Gulfstream, dos EUA, e de barrar bancos e empresas americanas. Ottawa ainda não respondeu publicamente, assim como a Bombardier e a Casa Branca.

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A Bombardier é rival histórica da brasileira Embraer, então qualquer mudança nesse mercado merece atenção no Brasil. Mas o ponto maior é outro: em setores complexos, tarifa e bloqueio raramente ficam só no país-alvo.

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No fim, a guerra comercial mostra como “proteger o mercado” pode virar um quebra-cabeça: fornecedores, trabalhadores e clientes dos dois lados da fronteira entram na conta. Na aviação, as cadeias produtivas não respeitam slogans.

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