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🏠 Juros altos travam o sonho da casa própria nos EUA — e Trump transformou a pressão sobre o Fed em uma nova disputa de poder.

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Trump acusou dirigentes do Fed de quererem “ver o país ir mal” — e o estopim foi um problema que chega direto à vida das famílias: o financiamento da casa própria 🏠🧵

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Business @business • 1h

A fala veio após a taxa das hipotecas de 30 anos nos EUA alcançar o maior nível em quase três anos. Para quem procura uma casa, alguns pontos a mais nos juros podem significar parcelas centenas de dólares mais caras por mês.

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No centro da tensão está o Federal Reserve, o banco central americano. No mês passado, o Fed elevou sua taxa básica em 0,25 ponto, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano — a primeira alta desde julho de 2023.

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Business @business • 1h

Trump elogiou Kevin Warsh, indicado por ele para comandar o Fed, mas atacou os demais membros. Sua tese: os juros já deveriam cair. O problema é que baixar cedo demais pode reacender a inflação.

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Do outro lado, o Fed olha para um cenário difícil: economia ainda resiliente, inflação pressionada pelo petróleo e incerteza geopolítica. Sua missão legal é equilibrar preços estáveis e o máximo emprego possível.

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Scott Bessent, secretário do Tesouro, atribuiu parte da inflação a um “choque de energia” ligado ao conflito com o Irã. A aposta do governo é que, com mais oferta de petróleo, inflação, Treasuries e hipotecas voltem a ceder.

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Mas há uma distância entre a promessa macroeconômica e a porta de entrada de uma casa. Juros altos restringem crédito, reduzem mobilidade e pesam mais sobre compradores de primeira viagem, que têm menos margem financeira.

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Business @business • 1h

A disputa revela um limite essencial: governos podem pressionar por crescimento, mas a credibilidade de um banco central depende de decisões técnicas. No fim, a taxa que importa para milhões não é a do discurso — é a da parcela mensal.

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