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Resumo em 10 segundos

A proposta volta a espalhar uma mentira já desmontada por décadas de pesquisas — e pode bagunçar a proteção das crianças. 🩺

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Trump disse que quer dividir algumas vacinas infantis em cinco doses, aplicadas com intervalos de seis meses, alegando que isso reduziria casos de autismo. 🧵 Só tem um problema enorme: não apresentou evidência — e a ciência já refutou essa ligação.

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Vamos ao básico, sem enrolação: vacinas NÃO causam autismo. Essa hipótese surgiu de um estudo fraudulento, retirado de circulação há anos, e foi desmentida por pesquisas robustas com milhões de pessoas em vários países.

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Fracionar doses não é só “dar mais devagar”. Cada vacina tem esquema, quantidade e intervalo estudados para gerar proteção no momento certo. Mudar isso sem evidência pode deixar crianças vulneráveis por mais tempo a doenças preveníveis.

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Trump também já havia assinado, em agosto, um decreto para reduzir o calendário infantil a 11 imunizações e defender vacinas separadas para sarampo, caxumba e rubéola. Hoje, essas versões individuais nem estão disponíveis nos EUA.

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A medida conversa com uma pauta antiga do secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr., conhecido por espalhar alegações antivacina. Ele também indicou John Gaitanis para chefiar um importante comitê federal sobre autismo.

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Autismo não é uma doença a ser “culpada” em vacina nem um pretexto para desmontar a imunização. Famílias autistas precisam de diagnóstico, cuidado ao longo da vida, moradia, escola inclusiva e apoio real — baseado em ciência e políticas públicas.

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